Intolerância à lactose e alergia à proteína do leite de vaga.

Intolerância à lactose e alergia à proteína do leite de vaca

Definições, diferenças e indicações sobre consumo de leite nessas situações clínicas

Você já ouviu falar sobre intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite de vaca? Sabe qual a diferença entre essas duas condições?

A intolerância à lactose acontece quando o nosso corpo tem dificuldade em digerir o açúcar (carboidrato) do leite chamado lactose. Isso ocorre devido a uma redução ou falta da enzima lactase, responsável por quebrar a lactose em açúcares mais simples para que possam ser absorvidos pelo organismo. Nessa condição, a lactose que não é digerida adequadamente chega ao intestino e é fermentada pelas bactérias ali presentes, podendo  causar sintomas como gases, diarreia, desconforto abdominal, inchaço e cólicas (1).

A intolerância à lactose pode ser adquirida, se manifestando depois de alguma inflamação ou lesão permanente no intestino, transitória, causada por alguma lesão temporária no intestino, ou genética, se manifestando em recém-nascidos. Esse último caso, porém, é uma condição mais rara, sendo a intolerância mais frequente em adultos e idosos. (1,2) Já a  alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é uma reação do sistema imunológico às proteínas presentes no leite. O sistema imunológico é responsável por proteger nosso corpo contra substâncias estranhas, como bactérias e vírus. No entanto, em algumas pessoas, ele confunde certos alimentos, nesse caso, as proteínas do leite, como uma ameaça e desencadeia uma reação alérgica. Os sintomas podem incluir alterações intestinais como diarreia, desconforto abdominal, vômito e constipação e também alterações na pele e no sistema respiratório. Essa condição acomete cerca de 5,4% de crianças até 2 anos de idade, mas 87% delas deixam de apresentar a alergia até os 3 anos de idade e 97% até os 15 anos (3-5).

Pessoas com intolerâncias e alergias devem excluir o leite do seu dia a dia?

 Para pessoas com intolerância à lactose, não é necessário excluir completamente o leite da dieta. Estudos mostram que a maior parte delas podem tolerar até 12 g de lactose por dia sem apresentar sintomas. Um copo de leite (200 mL) tem de 8 a 10 g de lactose. No entanto, pessoas diagnosticadas com APLV não devem consumir qualquer quantidade de leite, incluindo as variações “sem lactose” e “A2A2”, derivados e qualquer produto que contenha leite na sua composição. (1, 3-5)

É importante destacar que o diagnóstico tanto de intolerância à lactose quanto APLV deve ser feito por um profissional de saúde, assim como a orientação sobre o que deve ser evitado e/ou mantido na alimentação em cada caso. Então, se você tem qualquer desconforto ao consumir leite e seus derivados, não deixe de consultar o profissional de sua confiança!

Veja abaixo um comparativo entre Intolerância à Lactose e APLV:

Tabela

Regulatório/Disclaimer:

O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: O ALEITAMENTO MATERNO EVITA INFECÇÕES E ALERGIAS E É RECOMENDADO ATÉ OS 2 (DOIS) ANOS DE IDADE OU MAIS

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde. Diagnósticos e orientações nutricionais devem ser feitas apenas por especialistas. Procure um profissional de saúde de sua confiança.

O conteúdo apresentado refere-se ao leite de vaca.

Referências

  1. SBAN, 2015. Desvendando 8 mitos sobre a intolerância a lactose. Acesso em: 26 de maio de 2023. Disponível em: http://www.sban.org.br/documentos-tecnicos-interno.aspx?post=7
  2. Malik TF, Panuganti KK. Lactose Intolerance. 2023 Feb 12. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan–. PMID: 30335318.
  3. Solé D, Silva LR, Cocco RR, Ferreira CT, Sarni RO, Oliveira LC, et al. Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2018 – Parte 1 – Etiopatogenia, clínica e diagnóstico. Documento conjunto elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Arq Asma Alerg Imunol. 2018;2(1):7-38
  4. Solé D, Silva LR, Cocco RR, Ferreira CT, Sarni RO, Oliveira LC, et al. Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2018 – Parte 2 – Diagnóstico, tratamento e prevenção. Documento conjunto elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Arq Asma Alerg Imunol. 2018;2(1):39-82
  5. Koletzko S, Niggemann B, Arato A, Dias JA, Heuschkel R, Husby S, Mearin ML, Papadopoulou A, Ruemmele FM, Staiano A, Schäppi MG, Vandenplas Y; European Society of Pediatric Gastroenterology, Hepatology, and Nutrition. Diagnostic approach and management of cow’s-milk protein allergy in infants and children: ESPGHAN GI Committee practical guidelines. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2012 Aug;55(2):221-9. doi: 10.1097/MPG.0b013e31825c9482. PMID: 22569527.

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