Caixa de leite UHT

O leite UHT contém aditivos?

Podemos dizer que o leite UHT é puro? Ele tem conservantes? Quais são os aditivos utilizados? Eles são seguros para consumo? Se você já teve alguma dessas dúvidas relacionadas à composição do leite UHT, o movimento A Vida Pede Leite está aqui para esclarecê-las!

Antes de tudo, para falarmos sobre aditivos, é importante entender o que são essas substâncias. Os aditivos alimentares são ingredientes que podem ser adicionados aos alimentos para preservar ou conferir alguma característica desejada, como, por exemplo, manter o aspecto natural do produto durante seu armazenamento. Seu uso é regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determina que os aditivos devem ser seguros para o consumo e não podem interferir desfavoravelmente no valor nutritivo do alimento (1). Agora, vamos às respostas às dúvidas sobre o leite:

O uso de conservantes no leite UHT não é permitido por legislação (2, 3)

Os conservantes são substâncias adicionadas aos alimentos para ajudar a mantê-los frescos por mais tempo e evitar que eles estraguem ou sofram alterações causadas por microrganismos, como bactérias, fungos e leveduras. Mas o processo de aquecimento UHT pelo qual o leite passa, seguido do envase em embalagens assépticas, dispensa o uso dessas substâncias, por isso o leite UHT não tem conservantes em sua composição.

Algumas marcas de leite UHT utilizam estabilizantes (2, 3)

O leite é composto por água, gordura, proteínas e outros nutrientes, e esses elementos podem se agrupar, fazendo com que o produto deixe de ser homogêneo. Esse processo é chamado de separação de fases. Características naturais do leite favorecem essa separação de fases durante o período em que é armazenado, e, para que os consumidores possam ter um produto homogêneo, estabilizantes podem ser utilizados.

            O uso de estabilizantes é regulamentado pela Portaria n° 370, de 04 de setembro de 1997 do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que traz o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Leite UHT. Alguns dos estabilizantes mais utilizados são o citrato de sódio, monofosfato de sódio, difosfato de sódio e trifosfato de sódio, usados também em outros produtos lácteos, farinhas e molhos.

Vale destacar que todos os estabilizantes permitidos por legislação são submetidos a estudos e pesquisas para avaliar seus efeitos. Além disso, são estabelecidos limites máximos permitidos de uso dessas substâncias em alimentos, garantindo que sua ingestão esteja sempre dentro de níveis considerados seguros. Para o leite, a portaria nº 370 do MAPA estabelece um limite de 0,1g do aditivo para cada 100ml de leite.

O leite UHT não contém soda cáustica, água oxigenada ou formol (4, 5)

Existem diversas informações falsas sobre o leite que circulam principalmente pelas redes sociais e não têm nenhuma comprovação científica. A adição de qualquer substância ao leite é regulamentada pela portaria nº 370 do MAPA e, de acordo com essa legislação, a utilização de soda cáustica, água oxigenada ou formol não é permitida, sendo seu uso considerado fraude.

Existe uma metodologia e técnicas comprovadas para a detecção dessas substâncias, além de diversos laboratórios de inspeção e de tecnologia de leite e derivados no país que garantem a segurança dos produtos aos consumidores. 

Então, quando você compra um leite UHT, tenha a certeza de que está levando para casa um alimento seguro e regulamentado por legislação, além de muito nutritivo. O objetivo do processo UHT é eliminar microrganismos que possam causar qualquer mal à saúde e garantir uma validade mais longa ao leite, mantendo a qualidade do alimento. (6)

Regulatório/Disclaimer: 

O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: O ALEITAMENTO MATERNO EVITA INFECÇÕES E ALERGIAS E É RECOMENDADO ATÉ OS 2 (DOIS) ANOS DE IDADE OU MAIS

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde. Diagnósticos e orientações nutricionais devem ser feitas apenas por especialistas. Procure um profissional de saúde de sua confiança. 

O conteúdo apresentado refere-se ao leite de vaca.

Referências:

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução da diretoria colegiada- RDC Nº 778, DE 1° DE MARÇO DE 2023. Disponível em:< https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-rdc-n-778-de-1-de-marco-de-2023-468499613>.
  2. MAPA. Portaria MAPA n° 146, de 7 de março de 1996. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível em: < https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/legislacoes/portaria-mapa-146-de-07-03-1996,669.html>
  3. MAPA. Portaria MAPA n° 370, de 4 de setembro de 1997. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível em: < https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/legislacoes/portaria-ma-370-de-04-09-1997,52.html>
  4. MAPA. PROGRAMA NACIONAL DE QUALIDADE DO LEITE – PNQL. Disponível em: <https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/inspecao/produtos-animal/qualidade-do-leite-pnql>
  5. BRASIL. Decreto nº 9.013, de 29 de março de 2017. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 30 mar. 2017. Seção 1, p. 01. Disponível em: < https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/mpa/legislacao/legislacao-geral-da-pesca/decreto-no-9-013-de-29-03-2017.pdf/view>
  6. SBAN, 2015. A importância do consumo de leite no atual cenário nutricional brasileiro. Acesso em: 9 de março de 2023. Disponível em: http://sban.cloudpainel.com.br/source/SBAN_Importancia-do-consumo-de-leite.pdf.

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